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Atividades reuniram docentes e estudantes do Brasil, Argentina e Paraguai para discutir desafios da produção industrial, da economia global e do desenvolvimento regional.

A internacionalização do ensino esteve em evidência na FAHOR com a realização de duas Aulas Espelho Internacionais que conectaram estudantes e docentes do Brasil, Argentina e Paraguai para discutir temas relacionados à gestão da produção, economia internacional e desenvolvimento regional.

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Uma das atividades foi a Aula Espelho “Gestión Productiva Internacional: Estadística Descriptiva y Gerencia da Producción”, promovida em parceria com a Universidade Gastón Dachary (UGD), da Argentina. A aula foi mediada pelo professor Horácio Horot e contou com a participação do professor Juan Manuel Benítez, da UGD, e do professor Sirnei Kach, coordenador do curso de Engenharia de Produção da FAHOR.

Durante sua apresentação, Sirnei abordou a utilização da estatística como ferramenta estratégica para a gestão da produção, destacando sua aplicação no monitoramento de indicadores de desempenho, produtividade, eficiência operacional, qualidade e tomada de decisão baseada em dados.

Também foram discutidos conceitos relacionados à Produção Enxuta (Lean Manufacturing), Indústria 4.0, Indústria 5.0 e Inteligência Artificial, evidenciando como a transformação digital tem ampliado as possibilidades de controle, análise e melhoria contínua dos processos produtivos.

Na sequência, o professor Juan Manuel Benítez apresentou fundamentos da Estatística Descritiva, abordando métodos de coleta, organização e interpretação de dados, além da utilização de tabelas, gráficos e medidas estatísticas como instrumentos de apoio à gestão.

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Outra atividade internacional foi desenvolvida na disciplina de Macroeconomia III do Curso de Ciências Econômicas da FAHOR, conduzida pelo professor Me. Márcio Kalkmann. O encontro promoveu uma análise sobre os impactos de acontecimentos globais na economia regional, nacional e internacional, destacando a crescente interdependência entre os mercados, as cadeias produtivas e os fluxos comerciais. A atividade buscou demonstrar como eventos geopolíticos podem influenciar indicadores macroeconômicos e afetar diretamente empresas, produtores e consumidores em diferentes países.

Entre os temas debatidos estiveram os conflitos no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã, e seus reflexos sobre os preços do petróleo, combustíveis, fertilizantes e demais insumos estratégicos. A discussão abordou os impactos macroeconômicos desses choques sobre a inflação, as taxas de juros, o crescimento econômico e a competitividade das economias da região. Também foram analisados os efeitos microeconômicos decorrentes do aumento dos custos de importação de insumos como nafta, fertilizantes e derivados energéticos, que elevam os custos de produção das empresas, pressionam margens de lucro e afetam a formação de preços ao longo das cadeias produtivas. Complementarmente, foram discutidos os riscos associados ao fenômeno El Niño e seus possíveis efeitos sobre a produção agropecuária, a logística, a segurança alimentar e a recuperação econômica do Rio Grande do Sul.

A atividade contou ainda com as contribuições da Mg. Diana Cardozo Matto (UNAE – Paraguai) e do Mg. Emiliano Lysiak (UGD – Argentina), que apresentaram análises sobre os impactos desses mesmos fenômenos em seus respectivos países e regiões. Nesse sentido, as Aulas Espelho proporcionam uma importante oportunidade de compreender os fenômenos econômicos sob diferentes perspectivas territoriais, ampliando a visão dos estudantes sobre os desafios compartilhados pelos espaços intrafronteiriços. As discussões permitiram comparar os efeitos da inflação, dos custos energéticos, das políticas monetárias, das cadeias de suprimentos e dos desafios enfrentados pelos setores produtivos de cada país, evidenciando como choques globais podem gerar repercussões distintas, mas interligadas, sobre a competitividade, o desenvolvimento regional e a segurança econômica dos territórios fronteiriços.

As atividades reforçam o compromisso da FAHOR com a internacionalização acadêmica e com a formação de profissionais preparados para compreender desafios econômicos cada vez mais complexos, conectados e presentes em diferentes países e regiões.