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NOTÍCIA

Estudantes da FAHOR visitam propriedade modelo no uso de Biodigestores, em Santo Cristo

Publicada em: 13/04/2018 | Assessoria de Comunicação FAHOR

Biodigestores produzem energia que pode abastecer até 140 casas

As atividades práticas dos cursos de Engenharia da FAHOR há tempo ultrapassam os laboratórios do Campus Arnoldo Schneider. Nessa semana, a turma do 9º semestre de Engenharia Mecânica, acompanhados do professor Adalberto Lovato estiveram na propriedade de Luís Carlos Gerhardt, em Santo Cristo.

O proprietário é parceiro da Faculdade Horizontina, pois tem sido um incentivador dos usos e dos benefícios de utilizar o biodigestor, já que o negócio da propriedade é a produção de suínos, a partir de matrizes. A propriedade possui quatro pocilgas de 120m de comprimento, com mais de 2 mil matrizes.

De acordo com o professor Lovato, a visita teve o objetivo de apresentar aos estudantes o funcionamento de uma das tecnologias que está sendo incentivada no país, com destaque ao Rio Grande do Sul, que tem discutido esse processo pelo Executivo e Legislativo Estadual, por meio do Grupo de Trabalho da Matriz Produtiva dos Biodigestores, que envolve Instituições de Ensino Superior, pesquisadores e órgãos ligados ao desenvolvimento rural.

“Essa propriedade possui dois biodigestores em funcionamento e geram 140 KWA de energia. Essa quantidade pode abastecer 140 residências, já que uma casa consome diariamente, 1 KWA. Ele usa pouco da energia em casa, mas em compensação, todas as pocilgas estão climatizadas, de acordo com a temperatura ideal para matrizes e filhotes. As matrizes necessitam de uma temperatura ideal de 22o e os filhotes, em torno de 32o. Além de controlar a temperatura, o custo disso é zero, pois toda a energia é gerada com dejetos dos animais”, explica o professor Lovato.

Outro destaque é o uso de controladores de temperatura no duto de dejetos. Formandos do Curso de Engenharia Mecânica já utilizaram a propriedade para desenvolver seus Trabalhos de Conclusão de Curso (TFC) sendo que os trocadores de calor instalados nos dutos foi objeto de estudo recente. “Vale dizer que o estudo dos trocadores de calor e seu controle são importantes para garantir a existência de bactérias que auxiliam na decomposição dos dejetos. As bactérias utilizadas trabalham melhor acima de 15º e como temos um inverno rigoroso, é preciso mantê-las trabalhando durante todo o tempo, caso contrário, não é produzido o biogás, que é transformado em energia elétrica para a propriedade”, esclarece Lovato.

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