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Microrganismos: mocinhos ou vilões?

Publicada em: 22/12/2017 | Assessoria de Comunicação FAHOR

Os microrganismos são seres microscópicos com os quais convivemos diariamente, pois eles estão presentes no ambiente e no nosso próprio corpo. “Eu sempre digo aos meus alunos que quando estamos em um cômodo da nossa casa ou em nosso escritório sem a presença de nenhuma outra pessoa ou animal de estimação, podemos achar que estamos sozinhos, mas é um engano, pois ali, naquele local, existem milhões de outros seres vivos que não enxergamos. São os microrganismos!”, diz a coordenadora do curso de Engenharia de Alimentos da FAHOR, Cláudia Verdum Viegas.Os microrganismos são seres microscópicos com os quais convivemos diariamente, pois eles estão presentes no ambiente e no nosso próprio corpo.

“Eu sempre digo aos meus alunos que quando estamos em um cômodo da nossa casa ou em nosso escritório sem a presença de nenhuma outra pessoa ou animal de estimação, podemos achar que estamos sozinhos, mas é um engano, pois ali, naquele local, existem milhões de outros seres vivos que não enxergamos. São os microrganismos!”, diz a coordenadora do curso de Engenharia de Alimentos da FAHOR, Cláudia Verdum Viegas.

De acordo com a professora, que bom que é assim, pois é este contato diário com microrganismos que mantém o nosso sistema de defesa, o sistema imunológico, de prontidão para defender o nosso corpo.

A esta altura da nossa conversa é importante esclarecer que existem microrganismos “bons” e “ruins”. “Os bons podemos dividir em dois grupos, estando no primeiro aqueles que não oferecem risco a nossa saúde e vivem livremente no ambiente se alimentando da matéria orgânica e inorgânica que está no ambiente, inclusive nos alimentos. Muitos deles são os responsáveis pela deterioração dos nossos alimentos, e por isso não gostamos deles, mas não nos fazem mal diretamente! Todos esses microrganismos são importantes na cadeia alimentar no planeta e são necessários em alguma etapa da transformação das matérias orgânicas e inorgânicas. Por isso podemos dizer que são bons”, relata a coordenadora do Curso de Engenharia de Alimentos.

Outros microrganismos “do bem” são aqueles utilizados nos processos biotecnológicos para a produção de alimentos. (queijos, iogurte, pão, etc), bebidas (cerveja, vinho, etc) e outros produtos úteis. “Eles também são usados como ingredientes para a indústria alimentícia (coalho, fermento biológico, goma xantana, etc.), solventes orgânicos (etanol, butanol, acetona, etc.), antibióticos (penicilina, cefalosporina), gás metano (nos biodigestores), enzimas, bioinseticidas, inoculantes agrícolas, vacinas, entre outros. Portanto, podemos ver que são inúmeras as aplicações e utilidades dos microrganismos na indústria de alimentos e indústria química, e isso demonstra a importância que esses seres minúsculos têm na vida dos seres humanos e outras espécies”, afirma a professora.

Porém, assim como a moeda tem dois lados, os microrganismos também podem ser prejudiciais para o Homem, e agora começamos a falar dos microrganismos “ruins”. Estes são tecnicamente denominados patogênicos e podem ser responsáveis por inúmeras doenças causadas nos seres humanos, outros animais e em vegetais. “Estes microrganismos costumam ser específicos para determinadas espécies e por isso os que causam doença nos vegetais, por exemplo, não são, geralmente, os mesmos que causam doença nos seres humanos. Quando comparamos humanos e outros animais, já percebemos uma diminuição dessa especificidade e por isso existem alguns microrganismos capazes de causar doença tanto no homem como em outros animais. Este é um dos motivos para termos cuidado com a saúde de nossos animais de estimação, para evitar que eles nos transmitam microrganismos que podem nos causar doenças”, alerta Claudia.

Os microrganismos patogênicos podem estar presentes em diversos objetos do ambiente, incluindo maçanetas de portas, telefone, celular, fones de ouvido, dinheiro, corrimão de escadas, e outros que sofrem manipulação intensa. Também podem estar presentes no ar, principalmente de ambientes fechados, na superfície do corpo humano e de animais e nos alimentos.

“Por essa razão devemos ter cuidados após manusearmos objetos manipulados por muitas pessoas e após cumprimentarmos pessoas. Este cuidado inclui basicamente evitar levar a mão à boca, ou esfregar os olhos antes de higienizar bem as mãos. É importante lembrar que os microrganismos, assim como nós, necessitam de alimento e água para sobreviver e se multiplicar. Por essa razão eles estarão presentes em maior quantidade nos ambientes mais úmidos e que fornecem nutrientes. Por exemplo, um celular que é bastante utilizado e não sofre nenhuma higienização periódica, certamente contém resíduos de pele e matéria orgânica das mãos e orelha de quem o utiliza, sendo um ambiente que propicia a proliferação microbiana. É recomendado fazer uma limpeza periódica, de acordo com o manuseio do equipamento, com produtos adequados disponíveis no mercado”, explica a professora. De acordo com a professora, que bom que é assim, pois é este contato diário com microrganismos que mantém o nosso sistema de defesa, o sistema imunológico, de prontidão para defender o nosso corpo.

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